terça-feira, 13 de novembro de 2012

Jean Oliver - Encontros

Em mais um encontro....conhecemos e problematizamos obras de Adriana Varejão, expostas em São Paulo, na mostra "História as Margens", muitas problematizações, relações e colocações, pena que o tempo foi curto, um período as vezes não ajuda....


Algo sobre biopolítica...


O que é (ou pode ser) biopolítica?

Se, no sentido abstrato, política é a arte da retórica utilizada para o convencimento geral de uma ideia e, bios é a própria vida como organismo (biológico), podemos dizer que através da biopolítica somos persuadidos a manter determinados comportamentos em relação à vida? Que diferença existe entre política e biopolítica, afinal?
Se o corpo está sujeito e, portanto, sendo regulado desde o nascimento por “poderes de fora” (mesmo que em condição de dependência), de que maneira superar essa regulação que ultrapassa a necessidade e perfura a intimidade subjugando a singularidade do organismo e as questões psíquicas ou impulsos que "devem ser sublimados" (até quando, até que ponto)?
Penso que uma biopolítica dominante, no sentido das imagens e associando à lógica do confinamento internalizado social, antropo, bio, filosófico e psicologicamente encontra nos corpos desconectados da própria natureza e destituídos da autonomia do pensar, o seu autômato em potencial.
 “Permanece a ideia que é central na formulação original, de que em nome da vida em segurança de alguns, outros deverão desaparecer. A partir dessa premissa do cuidado para com a vida e do governo de populações, em um mundo marcado pelas novas modalidades de controle tecnológico, vemos a máxima biopolítica cada vez mais presente, isto é, a morte e o assassinato em nome da preservação, segurança e otimização da vida.” (Maria Rita de Assis César: Corpo, escola, biopolítica e a arte como resistência, 2007; pág. 84)
Pearl Jam - Do the evolution... (Faça a evolução...(?))
 

 
Que tal se repensarmos sobre esses duvidosos "valores" para controle social da "nossa" biopolítica:
“(...) pois somos constituídos de partículas formadas desde os primeiros segundos do universo, átomos forjados num sol anterior ao nosso, moléculas que se juntaram na Terra; ao mesmo tempo descobrimos a situação excêntrica, periférica, minúscula, não somente do nosso planeta e do seu sistema solar, mas de nossa galáxia no universo, o que nos obriga a reconhecer nossa filiação, nossa insignificância e nossa solidão cósmica.
A ecologia mostra-nos que o desenvolvimento tecnoeconômico leva à degradação da biosfera e das nossas sociedades, das nossas vidas. Tudo isso nos conduz para uma ecosofia, segundo a expressão de Félix Guattari, uma sabedoria coletiva e individual que exige a salvaguarda da nossa relação com a natureza viva. Essa mudança filosófica conduz-nos a uma sabedoria antropológica: renunciar ao controle e à dominação do mundo, estabelecer uma “nova aliança” com a natureza, conforme os termos de Prigogine e Stengers, sabendo que somos filhos e órfãos do cosmos, pois dele nos distanciamos pela cultura e pela consciência. (...)
Há também outra lição a tirar, a lição ética essencial: incorporar nossas ideias em nossa vida. Quantos humanistas e revolucionários nas ideias vivem de maneira egoísta e mesquinha! Quantos emancipadores em discurso são incapazes de dar um pouco de liberdade aos seus próximos! Quantos professores de filosofia esquecem de aprender um pouco de sabedoria! Devemos tentar assemelhar-nos um pouco com nossas ideias.
(...)
Em nível individual, a carência auto ética leva à negligência em relação à experiência vivida. Aquele que esquece a causa dos seus fracassos está condenado a repeti-los. Aquele que esquece a lição da humilhação sofrida não hesitará em humilhar.” (Edgar Morin: O método 6 – Ética, 2005; pág.139)


Pearl Jam - Wishlist (Lista de desejos)
 
 
Eu também desejo.
.Gli.
 

Relato 12 - Luciana (Coronel Pilar)

Na aula do dia 12/11/12 os estudantes apresentaram as pesquisas que realizaram na aula da semana passada. Eu havia previsto tempo para passar uma visualidade para eles, mas não foi possível, as apresentações duraram toda a aula.
Agora vou elaborar um parecer para grupo, com as notas individuais deles. Vou levar esse feedback na próxima semana, para que eles saibam suas notas. Eu ia tirar fotos, mas me envolvi tanto, que acabei esquecendo. Então, deixo pra vocês a visualidade que eu iria integrar na aula, mas não foi possível.



Discussão do Filme “A invenção de Hugo Gabret”
O que há de semelhança com nosso processo docente?

Atividade:

1º Momento: Elaboração individual de duas perguntas por escrito relacionadas com o filme e o processo docente;
2º Momento: Mistura de todas as perguntas em uma sacola;
3º Momento: Cada componente retira da sacola duas perguntas (de forma aleatória) 
4º Momento: Escolha de uma pergunta para responder pessoalmente e outra para fazer ao colega.
5º Momento: Problematização das questões.

Questões que foram elaboradas e problematizadas pelo grupo:

-Pensando na semelhança com o filme, como você se relaciona com esse lugar com regras e normas, que é a escola?
-“Perder o propósito é como estar quebrado”. Relacione essa frase do filme com a docência.
-Há alguma parte do filme que te faz pensar o oposto sobre a docência? Qual seria este fragmento?
-Pensando na cena das crianças na biblioteca, de que maneira você acha que podemos despertar o interesse dos alunos para a pesquisa?
-Como podemos relacionar os personagens “Hugo” e o “criador do Autômato/ dono da lojinha” com os personagens do nosso cotidiano no âmbito escolar?
-O que é convidar a turma para uma aventura?
-O Hugo busca cada vez mais peças para encaixar no boneco Autômato. Como podemos relacionar nossa caminhada dos planos e do projeto com esta busca?
-Utilizando a estação de trem como certa analogia ao ambiente em que você desenvolve o seu projeto, qual cena/situação ou personagem encontrado no filme que possui maior afinidade com seu processo docente?
-Hugo era perseguido e mal tratado por causa de suas vestes e atitudes. Como saber se aquele estudante mais bagunceiro, respondão, na verdade é alguém que com muita coragem está enfrentando uma situação que não foi de sua escolha?
-Em que situações escolhemos nosso melhor sorriso, como o inspetor? A docência mereceria hoje nosso melhor sorriso?
-O filme acontece na estação, um lugar de passagem. Como você se vê dentro da escola que também é um lugar temporário para você e para o aluno?
-O segurança da estação representa a ordem/regras e o dono da loja de brinquedos vive amargurado com o seu passado. Como pensar o presente/futuro da docência sem destruir sonhos?
-Assim como Hugo Gabret, como nos vemos nos momentos em que estamos sozinhos, tentando buscar a solução de um problema?
-Escolha uma passagem do filme onde o “enfrentamento” se fez presente e relacione com a docência.
-O que podemos pensar em relação ao conceito de “autômato” contrapondo com a noção de autonomia?
-O filme em alguns momentos trata sobre enfrentamento, qual relação se pode fazer com o dia a dia em sala de aula?
-Em uma das cenas, o menino fala sobre “propósito”. Que tudo tem um propósito. Ex: “O relógio tem o propósito de marcar as horas, o tempo.... e assim as pessoas também devem ter um propósito”. Você considera importante um propósito na docência? Qual seria o seu propósito?
-Se o mundo é uma grande máquina segundo Hugo, em que cada humano tem sua “função”, como os “quebrados” podem fazer pensar sobre o processo docente?
-Falar ou não falar, atrever-se ou omitir-se, fazer ou esperar! O inspetor, Hugo e Georges Milles passaram por momentos de desacomodação ou inquietação. Qual é o seu momento? Com o quê?
-A questão da solidão do menino no filme. Será que muitas vezes não nos sentimos sozinhos na escola, mesmo no meio de tanta gente?
-Quais são as palavras-chave que aparecem no filme e te faz refletir sobre a docência?
-Quais as expectativas de Hugo Gabret tem e que faz alguma relação com as minhas?
-Quando o menino diz que conserta coisas, podemos relacionar a tarefa do processo docente? Como? E se não podemos, por quê?
-Onde foi parar o caderno de Hugo Gabret? Tem perguntas que não têm resposta?

segunda-feira, 12 de novembro de 2012




Carina e Nairaci
Passeio à UFSM onde fomos assistir a palestra sobre piXo feita pelo artista paulista Dian Cripta. Após, visitamos vários ateliês como o da escultura, pintura, desenho, cerâmica. Visitamos também a obra da artista Carinha Plein, localizada no pátio da UFSM próximo ao Cal. Fizemos um longo passeio conhecendo algumas das obras localizadas no campus. Nos refrescamos com refrigerante e lanche no bar. Foi um passeio bem descontraído e tranquilo.
Carina e Nairaci
Finalização do projeto dos vídeos e camisetas com a Turma 81.
Esse é do grupo formado pelas alunas: Andressa, Karen, Bárbara e Mariana.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Relato 4 - Luciana (Padre Caetano)

Na aula do dia 8/11/12, dei continuação ao planejamento anterior. Discutimos os vídeos vistos na sala de projeção (trabalhos dos artistas grafiteiros Cranio, Magrela e Cavera). Conversamos sobre o que mais chamou a atenção dos estudantes neles.
Depois, levei uma entrevista de Ana Lucchi com o artista Cranio e mais imagens impressas de algumas obras dele, e pedi que eles respondessem, em grupos de 4 integrantes, umas questões baseadas na entrevista, vídeos e imagens. Juntos eles puderam discutir e refletir sobre os questionamentos, que servirão para uma das notas de avaliação.
Ainda não consegui ler os trabalhos, mas na sequência, publico os resultados que obtive.