sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Mauricio - 22º aula - T:82 - Érico Veríssimo (09/11/2012)

Hoje terminamos de visualizar o filme "As Melhores Coisas do Mundo"...
Não gosto muito deste filme, mas creio que venha a oportunizar o diálogo sobre várias questões da sociedade contemporânea...
O qual retomaremos na próxima com a escrita de uma frasa sobre o texto realizada por cada aluno. E recolhida no término da aula.

Pois bem, o que mais me gratifica e me fez repensar, é sobre o meu pensar sobre a docência. Andava cabisbaixa e desacreditado por vários acontecimentos. Mas dê uma coisa tirei uma lição importante.
Dê que mesmo tudo ou quase tudo indo contra o que batalhamos, devemos acreditar. E não desistir do que acreditamos e nos comprometemos, mesmo terceiros nos dizendo o contrário, se acreditarmos e tivermos algo que nos motive, creio que podemos sempre buscar forças para continuarmos a batalhar... O caminho é difícil e pode nunca chegar ao fim deste, mas não devemos jamais desacreditar. Assim trago uma pessoa, um video, um dispositivo, para se pensar sobre isso.

Roda viva Patch Adams. (nao desistir do que se acredita, mesmo parecendo algo impossível de se realizar)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Pri Aula 05/11

Olá pessoal..

A aula do dia 5 teve a presença da professora Vivien que foi assistir a aula, neste dia estavamos finalizando os moldes para as sacolas plásticas. Dois grupos já fizeram as estampas nesta aula, a reação dos alunos ao ver as estampas era de supresa por que acreditam que não iria dar certo.
Eles estavam bem empolgados e conversa rolava solta entre os grupos, mas ao mesmo tempo como a própria professora Vivien comentou eles conseguiam ter uma organização no trabalho que estavam fazendo. No meu ponto de vista a aula foi tão agrádavel que em alguns momentos esquecia que estava sendo observado, teve um momento em particular que estava tirando fotos dos trabalhos e um aluno fez poses para tirar fotos dele e ele mesmo comentou que a professora Vivien estava ali e ficou bem serio.
Eles me pediram para fazer outras estampas em casa e trariam na próxima aula para eu ver. Uma aluna enquanto eu ajudava o seu grupo a estampar comentou que poderia utilizar está técnica para entrar num evento para materias reciclavéis neste momento eu percebi que este caminho que estou seguindo com meu projeto e planos estão dando certo por que eles estão fazendo ligações com outras coisas, como eu mesma que comecei um projeto com os alunos da geografia sobre a reciclagem do lixo.
Esta imagem e antes de passar o ferro. 

Neste dia até alunos que costumam trabalhar mais devagar estão a todo vapor. O tempo sempre aparenta ser pouco, mas este dia rendeu muito que aparentou que foi mais de 45 minutos.

Depois de passar o ferro.
 
Teve várias perguntas de como a sacola grudava no pano e por que tinha que ter o papel entre o tecido e o ferro. Expliquei e mostrei o por que de ter o papel.
 
 
Processo de passar os moldes para a sacola plástica.
 
 


Docência X Invenção de Hugo Cabret - Luana, Deise, Jonara.


"O que me surpreende em nossa sociedade é que a arte só tenha relação com os objetos e não com os indivíduos ou com a vida. A vida de todo indivíduo não poderia ser uma obra de arte?" (Foucault)



"Foucault tentou mostrar que estamos nos modificando para alguma coisa que não sabemos
ainda o que é. Na discussão atual sobre uma nova estilística da existência, a ascese deve ter um
importante papel para que cada indivíduo constitua a sua própria ética, num caminho de criar
novas formas de vida, sem a normatização de um modo de existência.
Para compreender uma estética da existência é preciso ter coragem, deslocar-se, não
permanecer o mesmo. Temos que conseguir pensar o que esta aí, mas invisível, para pensar o que
não se pensara antes. Teoricamente é necessário romper com a idéia que o indivíduo nos é dado,
para ao contrário pensar que precisamos criar a nós mesmos. A escolha pessoal da forma de viver, tornar-se ético na base de uma estética da existência
se produz no âmbito das experiências, onde algumas escolhas são possíveis outras não. Não se
trata, portanto de um esteticismo fantasioso. A base esta justamente na crítica dos domínios de
saber e dos dispositivos de poder que condicionam nossa experiência e delimitam as
possibilidades da época, as quais não são necessárias, nem imutáveis, e mostram os lugares de
transgressão possíveis. A crítica de nossa época e do próprio eu, como um cuidado consigo, um
inquietar-se, é ao mesmo tempo prática de si e deslocamento de limites, modo de experimentação
de uma  estética da existência."  (SILVA, Stela. p. 7-8)

SILVA, Stela Maris da. A vida como obra de arte. Faculdade de Artes do Paraná. 2001.


A relação que fizemos com o filme "A invenção de Hugo Cabret", nos motivou a pensar neste trecho do artigo que nos questiona frente a uma frase de Foucault, a vida como obra de arte, ou seja, múltiplas relações sobre como nos posicionamos enquanto docentes e aprendizes, inventores de caminhos frente a interrogações e mistérios em sala de aula, sendo assim artistas do percurso e criadores da própria trajetória. 
Podendo assim, nos inventar e reinventar a partir de escolhas e de trajetos não escolhidos, mas caminhar com as surpresas e mistérios que nos atravessam pelo percurso. 





Ana Cláudia

Pitty - Admiravel Chip Novo


Essa semana sem aula, pois hoje os alunos tinham um passeio com a escola, resolvi postar esse video... Fazendo um gancho com a aula de estágio IV, onde pensamos um pouco sobre o docente no futuro, em como iremos agir.. Se de fato iremos corromper ao sistema (que infelizmente sabemos como é) ou se vamos trabalhar com essa mesma vontade de mudança que temos hoje... Seremos robos desse sistema?




quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Carin, Turma 112



Olá pessoal, estive trabalhando nas últimas aulas com a temática da História da cidade (nossa história como disse uma estudante), vinculando com a arquitetura, estive os auxiliando para que pudessem apresentar na semana que vem, durante o passeio/estudo pela Estação Férrea, Vila Belga, Avenida Rio Branco até a Praça Saldanha Marinho, um trabalho em dupla ou trio sobre um edifício ou residência deste trajeto, articulando a história e a arquitetura. Durante estas aulas organizaram-se os grupos, distribui textos que auxiliavam cada grupo com elementos específicos sobre a escolha de cada um, e depois fomos até a sala de informática para que pudessem procurar na rede mundial de computadores sobre seus temas. Percebi que muitos elementos para estas pesquisas foram propostas por mim, levando textos, conversando individualmente, mas que durante as aulas muitos não estavam interessados na sua realização, e já me relataram que não irão ao passeio pela cidade. Com certeza estou triste, e um pouco decepcionada com o trajeto desta proposta, por não ter agido antes que o desinteresse se instalasse, mas gostaria de auxilia-los durante a pesquisa para que pudessem apresentar um bom trabalho. Não deu muito certo. Talvez seja mais atraente para eles a sequencia desta proposta, trabalharemos com as fotos do passeio e das suas pesquisas, assim como com os artistas já trabalhados, tentando articular o fora (a arquitetura da cidade) com o dentro (a própria escola), discutindo o nosso espaço, através de intervenções múltiplas de cada grupo. Vamos esperar.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Reflexão sobre o texto “Corpo, escola, biopolítica e a arte como resistência”, de Maria Rita de Assis César. (Luciana)


Não há dúvidas que todos desejamos ter corpos saudáveis e bonitos. Apesar de algumas pessoas dizerem que não ligam para a aparência física, sabemos que ela é importante, e a vaidade (natural do ser humano) quer sempre o melhor. A prova disso é a existência de tantas marcas (roupas, eletrônicos, acessórios, veículos, comidas) que a população consome.
Penso que o exagero – em qualquer lado que ele apareça – é o problema. Fixação por manter um corpo bonito é prejudicial à saúde, e pode desfigurar o corpo, assim como o excesso de alimentação. Vemos isso na indústria da moda, onde modelos super magras exibem um ar de doença por onde passam. Também há os que buscam incessantemente uma beleza construída, e podem ser vítimas de cirurgias mal sucedidas, como o recente caso da modelo Pamela Baris Nascimento, que ao morrer em uma lipoaspiração trouxe à tona o mesmo caso ocorrido a várias anônimas brasileiras. O exagero de peso também pode ser prejudicial. É de conhecimento geral que muitas doenças são causadas pela falta de exercícios físicos e muita gordura no sangue. Esses extremos podem conter beleza, e são explorados na arte, mas não são uma maneira natural de viver.

Modelo e Lucian Freud, Benefits Supervisor Resting (1994, 160x150 cm)

Outra forma de mostrar o corpo na arte pode ser a partir de suas funções, como no caso do “Lavrador de café”, de Portinari. 1934. Os braços e pernas do trabalhador são fortemente marcados, para enfatizar o serviço braçal que é realizado.

“Lavrador de café”,  Portinari. 1934


Creio que o problema da obesidade, citado no texto, deve-se muito à má qualidade dos alimentos industrializados, cheios de açúcar, conservantes e sódio. Os USA, criador do fast food, estima que 50% da sua população seja obesa. Segundo a Associação Médica Brasileira, cerca de 40% da população nacional está com sobrepeso (http://obesidadenobrasil.com.br/). Segundo Maria Rita de Assis César, o excesso de peso deteriora a saúde, e com o povo doente, o governo teria muitos gastos com a saúde, além de perder mão de obra. Porém, pressionar os estudantes nas escolas para que eles emagreçam não é solução para a diminuição das homéricas filas do SUS.
Não são poucos os casos de “gordinhos saudáveis”, o que nos leva a crer que para “medir” a saúde de uma pessoa, precisa-se muito mais que olhar sua aparência física. A “pedagogia do corpo magro” precisa ser repensada. A qualidade de vida da população não está restritamente ligada à alimentação. E qual é a qualidade dos alimentos oferecidos pela indústria? Essa é uma fatia muito grande da economia, portanto, não se modifica rapidamente.


O corpo não deve existir apenas para ser apreciado, deve sim ser usado. Para muitos ele é apenas um “transporte para a cabeça” (Ken Robinson, em http://www.youtube.com/watch?v=icfOU4VF0aQ), todavia, senti-lo e comunicar-se com o corpo é muito mais que refletir sobre ele. A maioria das pessoas não faz isso, pois desde cedo (na escola) aprenderam a desligar-se dele. “(VEIGA-NETO, 2000) Nas palavras de Kant: ‘Enviam-se em primeiro lugar as crianças para a escola não com a intenção de que elas lá aprendam algo, mas com o fim de que elas se habituem a permanecerem tranqüilamente sentadas e a observar pontualmente o que se lhes ordena’ (KANT, 1996: 16)” (CÉSAR, 2007, p. 82). Em minha opinião, não importa o corpo que cada um tem desde que o use. Ser gordo ou magro é o que menos importa, quando a experimentação da vida atinge a esfera corpórea.

Despeço-me com o desabafo de Jennifer Livingston, âncora de um noticiário americano, que foi alvo de uma crítica gratuita por causa de seu peso. Não achei o vídeo legendado, mas ela fala devagar e é bem fácil de entender.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Relato 11 - Luciana (Coronel Pilar)

Na aula de hoje retomamos a pesquisa sobre o artista de HQ. A turma já havia dividido os grupos e escolhido os artistas. Fomos para a sala de informática, onde eles, através de um roteiro, elaboraram os trabalhos que serão apresentados na próxima semana.