sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Suyan_Corpo, escola, biopolítica e a arte como resistência.Reflexão Suyan




Esse texto contribuiu para diversas reflexões. Entre elas a questão da padronização, seja das escolas, estudantes, entre outros.
Me chamou a atenção sobre a ditadura da magreza comentada durante o texto. Em alguns pontos discordo, em outros não.
Não sou a favor dessa imposição do dito padrão magro para ser feliz, mas por vezes achei irônico a maneira da autora falar sobre os bons hábitos alimentares, que na minha opinião não há mal nenhum.
Cuidar da saúde é benéfico, tanto para gordos quanto para magros.
Acredito que a escola deveria abrir espaços para o diálogo a respeito dessas questões, sobre o bullying.. Também há  pessoas acima do peso melhor de saúde que outras ditas magras.
Não consigo ver com maus olhos as mudanças no lanche na escola, acredito que a família tem um papel fundamental nessas questões de saúde; permitir que o filho se torne obeso por falta de cuidados na própria alimentação e por tabela fazer com que ele  sofra as consequências durante a infância e juventude é uma falta de atenção que pode prejudicar sim.
Amor próprio acima de tudo, mas pode haver um equilíbrio entre ambas. A escola é um espaço para problematizar as diferenças, o certo e o errado é só questão de opinião.



cena do clip  The Wall. 
Pink Floyd

Reflexão sobre o texto "Corpo, escola, biopolítica e a arte como resistência" - Deise

Lembrei de "Tempos modernos: Charles Chaplin" ao ler este texto, pois ambos abordam a questão do "homem-máquina".
http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&v=Zv70H6mVK1U&NR=1

E, também não podia deixar de acrescentar este outro vídeo, um tanto engraçado, porém com me faz pensar não só em saúde, estética, beleza, mas em "competitividade".
http://www.youtube.com/watch?v=BhX27a3rOx8

Reflexão sobre o texto "Corpo, escola, biopolítica e a arte como resistência" Luana


Reflexão sobre o texto "Corpo, escola, biopolítica e a arte como resistência" 


Historicamente na idade média  encontramos um corpo sacralizado, religioso, oculto. Logo depois a história torna o corpo símbolo de força de trabalho na era industrial, na contemporaneidade podemos perceber um corpo do fruto do desejo, simbólico, então ao longo da história como a sociedade foi condicionando o corpo conforme as suas necessidades? E a escola como instituição social como se posiciona frente a esses fatores? Estaria ela também dentro desses mecanismos de controle e de conduta?
Foucault mostrou como formas específicas de poder agem em diferentes instituições sociais, como as prisões, Igrejas, fábricas, quartéis, e também as escolas. Considerando este pensamento do filósofo, como a escola ao longo do tempo também abusou do seu poder, através do controle dos corpos para estes tornarem-se “melhores”, “dóceis”, “educados”, “obedientes”, as escolas que lidam diretamente com pessoas, como vão se construindo esses sujeitos? De que maneira vêem a si diante de uma história que de certo modo lhe ensinou o jeito “verdadeiro e bom” de ser?
São questões que certamente nos desestabilizam a pensar sobre hoje, como Fernanda Magalhães, a artista nos propõe investigar olhares sobre o corpo gordo e como a sociedade o encara perante aos “modelos e moldes” de beleza, é importante se questionar como a escola hoje condiciona o corpo, como ela se adentra a essas questões  “normatizadoras”, onde alguém fora do padrão está fora das regras.

Luana 

Ana Cláudia - Corpo, Escola, Biopolítica e a Arte como Resistência - Maria Rita de Assis César.

Não vejo como totalmente positiva essa inserção de cuidados com o corpo dentro da educação (ou de forma obrigatória) nas escolas. Ter um corpo 'magro' nem sempre é o ideal. Assim como ser 'gordo' também possa não ser. Acredito no esclarecimento, a partir da educação, de como ser saudável. E o que é ser saudável de fato. 

Penso que descriminar alunos obesos, ou crianças acima do peso seja extremamente cruel, onde esses já se veem fora de um padrão na sociedade, e agora dentro da escola? Como podemos definir o mau-aluno como mau? E pior, como podemos falar em aluno obeso? 

Para mim, esse tipo de posicionamento, utilizando da educação, é preconceituoso e de nada ajuda na construção de uma identidade(s), pois o ganho ou a perda de peso muitas vezes passa longe de uma suposta educação alimentar (levando em conta a genética e afins).

A escola tem, como obrigação, informar. Isso é educação. Não transformar todos em indivíduos magros e ditos perfeitos para o encaixe de uma sociedade (longe de ser perfeita).

Todos somos diferentes. Únicos. A educação deve justamente tentar contrapor o que a mídia e outros meios destorcem. Não podemos nos aceitar esse "corpo contemporâneo" ciborguizado. 

Querendo fazer uma relação, posto de novo um videoclipe da música Admirável Chip Novo, da Pitty, que por coincidência fala justamente dessa imagem em série que essa sociedade de hoje nos impõe. 

Mas lá vem eles, novamente, eu sei o que vão fazer... REinstalar o sistema...


Reflexão sobre o texto "Corpo, escola, biopolítica e a arte como resistência" - Rafael

"Gordurinha, gordurão, vai saindo de montão" - dizia uma música da rainha Xuxa (vulgo Xôxa) que tocava no meu radinho quando eu era pequeno - lembro disso como se fosse ontem.

Assim como o Benjamin colocou na postagem dele, acredito que em função do contexto onde estou inserido acabo me "alienando" quanto as práticas anti-corpogordo estão sendo inseridas no âmbito escolar. Confesso já ter visto em algum "Fantástico" as nutricionistas - hoje as heroínas da vez - com seus adipômetros nas gordurinhas localizadas das crianças explicando sobre a prática da gulodice.


 De acordo com o texto sugerido nas aulas de Estágio: "Especialmente na última década a boa forma e o corpo magro começam a tomar um lugar importante nas preocupações escolares. Ainda que a saúde nunca tenha deixado de ser um foco importante das preocupações escolares, percebe-se agora um deslocamento mais incisivo para a ideia de produção do corpo magro e saudável, embora as ações de medir e pesar os corpos tenham sido já constitutivos das pedagogias higienistas no decorrer dos séculos XIX e XX."


Como disse a filósofa Viviane Mosé em um vídeo do Café Filosófico: "A escola agora é culpada de tudo?" - a fala era uma reflexão sobre a escola como um meio de tirar a criança da rua, de afastar das drogas, e agora ( se pensarmos texto sugerido) é também a responsável pelo porte físico dos estudantes? A priori não percebo essa preocupação da parte da escola onde estou inserido e nem outras das quais obtive contato nos ultimos anos, contudo a sociedade em si está cada vez mais (assim como sempre esteve) nesta busca esquizofrênica por um corpo dito "sadio" e "perfeito" - o corpo magro.

Como podemos definir um corpo saudavel? E que tem a escola a ver com isso? Como transformar a escola em um local reflexivo ao invés de ser um lugar de imposição?
 Meu projeto pedagógico dentro da escola se dá nas reflexões geradas através das formas de comportarmos nosso corpo em meio a sociedade em que vivemos, porém não de uma forma salvacionista - talvez o papel da escola se daria no ato de questionar estes corpos que verificamos em meio ao contexto onde vivemos. Quais corpos permeiam nosso cotidiano; quem dita a moda e as maneiras de comportarmos nosso corpo -  A sociedade em si, os meios de comunicação, a medicina, a publicidade? talvez a educação pautada nas artes, assim como os artistas ao produzirem arte, seja um dispositivo gerador de uma visão crítica sobre o comportamento comum e as imposições cotidianas.


Reflexão do texto corpo, escola, biopolítica e a arte como resistência.


No texto a autora traz os conceitos de corpos magros e saudáveis, mas como podemos impor aos alunos que eles devem ser padronizados a este conceito? Como ela cita que agora os bons e os maus alunos são divididos por seu peso. Será que não resistir a uma pizza é pecado? Eles devem ser rechaçados por isto.
Comenta que o governo faz uma movimentação nas escolas para controlar a obesidade, que assim poderá também afetar suas famílias e criando uma sociedade magra e saudável.   
A escola se tornou como uma cerca para as crianças, as encaminhando para lugares que eles decidem. Com diz no texto:
"O governo da infância cercará as vidas das crianças em todos os aspectos produzindo efeitos normalizadores, por meio das ações de classificar, hierarquizar, nomear e excluir os corpos infantis." (CÉSAR, p.83)
Enfatizar o corpo nas escolas faz com que os alunos se preocupem cada vez mais com esteriótipos de beleza. Pra que isso? As crianças devem mesmo ter estas informações, como ela diz no texto os magros ganham bolo de chocolate e os com mais peso uma maça. Como eles acham que uma criança se sentirá em relação a isso? Funcionará?
E o estado psicológico? Este e o principal foco que uma escola deve ter?
Antes de nós preocuparmos com a aparência dos alunos deveríamos fazer mudanças para a forma de que ocorre o seu processo de formação dentro das escolas. Ou toda a organização das escolas será para estabelecer uma nova pedagogia do corpo magro como a autora menciona.  
Acredito que devemos nós preocuparmos em ensinar os alunos as consequências  que tem ser obeso, mas cada um escolherá o corpo que quer. No seu corpo cada um manda, a obesidade causa aos governos despesas por isto ele tenta combater. 

Priscila

Mauricio - 24º aula - T:82 - Érico Veríssimo (30/11/2012)

Hoje partimos para intervenções a partir do que tratamos no decorrer do ano, quase como um fechamento para as aulas, Pois semanas que vem teremos a última aula e realizaremos uma avaliação Estudante=Mediador e apresentarei um video com imagens e ou videos registrados com a turma82/érico no ano letivo de 2012.
Deixo aqui algumas fotos realizadas pelos estudantes com a minhas 2 máquinas fotograficas. Porém haverá mais deles próprios e estaremos tentando postar no Tumblr da turma.
 
 
 
 
 
 
 

VIdeo de uma das intervenções... (Mundo Cabeça)
http://www.youtube.com/watch?v=06RT4bPR_Io

Finalizaremos o ano com a apresentação do Video e Fotos da turma e com uma pequena avaliação Estudante=Mediador. Até semana que vem e um ótim ofinal de semana a todos nós =)

Priscila 12 e 19/11

Olá pessoal!


A perspectiva apresentada pelo texto ao meu ver,  expõem os processos de transformação aos quais o corpo humano vem passando na contemporaneidade, intercalados pelas relações de poder, normatizações, ideologias dominantes em nossa sociedade.
Onde Foucalt apresenta um complexa teia de concepções,  onde procura despir as realidades corporais e comportamentais idealizadas pela sociedade, questionando suas interpretações,  causas e consequências. As questões de transformações, aperfeiçõamentos, condicionamentos, normatizações  corporais  sempre foram e são ferramentas utilizadas pela minoria dominante, que prega ideologicamente a disciplina, a exploração voluntaria e a escravidão estética do corpo, corompendo a própria natureza humana. Os mecansimos e instituições que operam tais condicionamentos fazem parte de uma rede de sistemas e organizações criada e idelizadas pelas ideologias predatorias e exploratórias dominates. Entre elas a escola, os presídios, os manicômios, os hospitais e expandindo-se os centros urbanos, as cidades, os governos e as nações.
´´ os homenes que são escravizados, acabam escravizando´´.

https://www.youtube.com/watch?v=i7KaNFWJBG4
A ideia apresentada que mostra a  arte como a resistência contra as ideologias dominantes, é importante, mas ao meu ver, tem que haver um processo de conscientização e educação social, para que as pessoas tenha a possibilidade elas mesmas de lutarem e compreenderam de verdade a qual sociedade elas estão  inseridas e se esta a qual pretende viver e se desenvolver.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012


Contribuição sobre artigo: CORPO, ESCOLA, BIOPOLÍTICA E A ARTE COMO
RESISTÊNCIA

Ao introduzir o texto, a autora nos apresenta todas as ferramentas utilizadas para o enquadramento do corpo “perfeito”, destaca o que vem ocorrendo nas escolas e relaciona com o pensamento de Michel Foucault, sua visão a respeito do corpo.
Destacando como tema prioritário nas discussões ocorridas atualmente, porque corpo magro é visto como saudável? E as doenças que desencadeiam quando se é magro, mas também não possui uma alimentação saudável, anorexia, bulimia, anemia e tantas outras. Não tenho percebido essa preocupação nas escolas, mas que somos diariamente bombardeados de imagens, fotografias que visam o ideal de beleza, ou o que julgam ser saudável, isso não é de hoje, se consideram você uma pessoa magra, sem nenhuma “doença” visível, mesmo assim encontra-se alguma coisa para complicar, e a palavra da moda é o sedentarismo, acha-se que todos devem viver se exercitando como ramisters na gaiola.
A discussão em torno do corpo ocorre desde que o mundo é mundo, e acredito ser mais por assuntos culturais que esses padrões são classificados do que realmente por questões de saúde, bem estar. A escola só se tornou o local onde buscam moldar todos da mesma forma, desde os pontos intelectuais e de pensamento subjetivo, com as disciplinas estanques, como agora nas questões físicas, anatômicas, como em uma de suas crônicas Rubem Alves fala sobre a intenção da escola:

“Reacendeu-se em mim uma antiga convicção de que as escolas não gostam das crianças. [...] Parece que as escolas são máquinas de moer carne: numa extremidade entram as crianças com suas fantasias e seus brinquedos. Na outra saem rolos de carne moída, prontos para o consumo, ‘formados’ em adultos produtivos”.

E frases do tipo “o seu corpo é resultado de suas escolhas”, realmente conseguimos escolher como “moldar” o nosso corpo, temos essa capacidade? Acredito que não se trata de algo muito simples de se controlar.
Com tantas dificuldade, conflitos que a educação veem enfrentando, será que a prioridade necessita mesmo ser essas a respeito de obesidade, alimentação, esse é o principal papel da escola?


Luciana (Padre Caetano)

A aula de hoje foi cancelada em função da Culminância Escolar. Como eu não tinha trabalhos para apresentar, fui dispensada. Retornamos as atividades normais na semana que vem.



Qual a importância da culminância?
São duas as funções principais das cerimônias de fechamento de um projeto didático: dar ao aluno visibilidade para o processo de aprendizagem pelo qual passou e apresentar o trabalho da turma para a comunidade e os pais, que são estimulados a perceber o avanço de seus filhos.
O evento só cumprirá esses dois papéis se estiver prevista a exposição dos objetivos de cada atividade realizada, dos registros das várias versões do produto final e das fotos que ilustram o processo. Fazer uma festa bonita não deve ser a maior preocupação da escola- como é bastante comum -, mas o mínimo de organização precisa ser garantido.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/14-perguntas-respostas-projetos-didaticos-626646.shtml?page=13

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Reflexão sobre o texto "Corpo, escola, biopolítica e a arte como resistência"


Maria Rita de Assis César Corpo, escola, biopolítica e a arte como resistência (por Benjamin)

       A autora fala sobre os novos programas sociais de combate a obesidade na escola. Já li alguns materiais que tratam do assunto, mas não na dimensão descrita por ela. Não sei se pelo fato de eu viver afastado do “mundo real” por morar numa bolha chamada Universidade, por não ler o caderno “Meu filho” da Zero Hora, não ter televisão em casa ou não ter contato com nenhuma criança/adolescente/jovem a não ser os meus alunos que vejo menos de duas horas por semana, mas ainda não presenciei essa cruzada de especialistas que invadem as escolas, nem na teoria nem na prática. Mas a primeira pergunta que me veio à cabeça foi: de que escolas a autora fala? Recordo que o pastel mais gordo que eu comi na minha vida foi quinta-feira passada na escola Margarida. É claro que a mídia não tem fronteiras, capas de revistas, pessoas lindas, entrevistas com nutricionistas e Facebook entram na maioria dos lares todos os dias e é triste pensar que estamos em 2012 e ainda existem padrões de beleza. Mas tudo isso ainda me parece com aquele programa do Fantástico que passa todo ano: Quanto o seu filho carrega na mochila? No qual o Zeca Camargo ainda fica abismado com crianças de 40kg carregando mochilas de 10kg.
       Também não é novidade que a “cruzada” de especialistas saiam dos consultórios em direção as escolas, tudo acaba indo para escola na política de cortar o mal pela raiz. Quais hábitos são mais fáceis de serem modificados, de uma criança ou de um adulto? De acordo com a lógica, ensinar um filhote a não fazer xixi no tapete é muito mais prático e menos doloroso. E assim todos os especialistas, cientistas e psicólogos adentram o local onde todas as crianças estão reunidas, as escolas. E assim como em ratinhos de laboratórios testam seus produtos, conceitos e trazem também novos problemas. Quem não foi vítima dos dentistas das escolas, ao ter que ingerir quantidades absurdas de flúor todos os dias após o recreio?
           Mas acho muito interessante como ela retoma a “história do corpo” ao trazer Foucault. Toda a ideia de corpo é uma construção, mas foi construída por quem? Uma amiga da sociologia sempre diz: “A medicina é homem, branca, heterossexual e de classe alta”. Essa medicina que decide o que é bom, o melhor e o mais saudável não é neutra. Mas não seria tão radical ao afirmar que a nova anomalia escolar será a criança obesa, pois acredito que cada vez mais as minorias vem ganhando espaço e consequentemente as pessoas fora dos padrões de beleza.Mas concordo que

para Francisco Ortega: “O tabu que se colocava sobre a sexualidade descola-se agora para o açúcar, as gorduras e as taxas de colesterol. Os tabus passam da cama para a mesa. O glutão sente-se com freqüência, mais culpado que o adultero.” (2008: 41).  pg7.

          Essa ciência sem fronteiras que hora legitima que café faz mal, hora diz que café faz bem, hora suspende o açúcar, ainda me assusta. Mais assustador que essa ciência, só as capas da revistas VEJA e seus slogans de impacto, que enaltecem e desprezam anualmente alguns alimentos. Mas uma coisa é certa, o professor de artes tem a faca e o queijo (light) na mão. Arte e corpos se confundem, sejam modernos, contemporâneos ou até os barrocos mais gordinhos. Os alunos até podem dissecar um corpo na aula de biologia, estudar o seu movimento na aula de física, entender suas propriedades nas aulas de química, mas acredito que nesse momento, é na arte que todos os corpos têm vez.

Mauricio - Reflexão sobre o texto “Corpo, escola, biopolítica e a arte como resistência”

"Esse procedimento de cores diferentes na embalagem dos lanches das crianças nas escolas vem sendo
adotado pela Rede Estadual do Paraná."
Para onde iremos? por onde andaremos daqui 10 anos?
"E Deus nos concebeu o Livre Arbitrio..." Me pergunto, se algum momento em alguma sociedade este fora realmente concebido...
O que "Deu" nos deus... o Homem nos tirou...
LIBERDADE... ENSINADA...
                                (The WALL) Pink Floyd
Se pensarmos o futuro pior... talevz ele seria como a do filme Matrix, onde a humanidade seria a própria matéria ´rima para geração de energia, para um mundo governado por máquinas. Seremos apenas números e viveremos em uma realidade virtual, com relações pessoais meramente produzidas por nós mesmos e só veremos o que gostariamos de enchergar neste mundo. Será que estamos longe disto?
                                         (Filme Matrix)
Entretanto... crei oque basta termos uma escolha ou alguém que instigue a vermos de outra forma ou que acorra algo brusco para que começemos a visualizar as coisas de outra forma... e percebermos coisas que nos passaria despercebidas... E a reação pode ser variada de acordo com cada organismo, não se percebe algo da mesma forma que o outro, mas creio termos o direito de saber o que ocorre com a sociedade e mque vivemos, cidade, bairro, casa, mundo, para podermos ao menos refletir sobre e tomarmos uma decisão. Muita coisa é articulada e licenciada sem ao menos tomarmos conta. Mas que certamente está coisa nos influenciará de alguam forma posteriormente. Seja uma lei, uma notícia, um fato ou uma mentira, para nos movimentar... Será? O Corpo me pertence, porém a sua patente não. Pago constantemente os impostos para poder utilizar meu corpo como bem entender, sem fringir as leis. Então para que o Estado quer mais controle sobre o corpo? para uma vida "melhor" para o cidadão? para não lotação dos hospitais? para gerar mais lucro para o Estado?
O poder de decisão deve ser tomado em consciência e o cidadão arque com as consequências. Para bem ou para mal, será?

                               (Filme Matrix)
Escolhas... temos este direito... !

Dorian X Telas Raffo (Rose)

Nesta aula levei algumas telas do colega Constantino para dialogarem com o filme " O retrato de Dorian Gray".
Abaixo postarei as telas que levei e as fotos de alguns trabalhos dos estudantes:


















Os questionamento (Rose)


Na aula anterior pedi que a partir do filme e do que cada um percebe acerca da beleza 'globalizada', padrões de beleza e como ela é ou não 'cartão de visita' na sociedade, pedi que cada estudante criasse uma pergunta e depois as trocassem para responderem.
Postarei algumas das questões criadas e respondidas por eles:



"Porque as pessoas consideram a beleza essencial?"
"Para alcançar um padrão de beleza."


"O que você viu no filme de realidade e beleza?"
" Não há realidade no filme, pois ninguém vive para sempre."


" Você acha que vale a pena trocar uma vida de estudos, diversão e amor que te trará um bom futuro por uma vida fútil que no futuro será apenas solitária?"
" Não, prefiro ter o conhecimento que me dará um futuro melhor."



Você acha certo as pessoas quererem esconder sua velhice igual o que o filme retratou?"
" Não, a juventude também é o interior. De que adianta tanta beleza se for como Dorian, infeliz consigo mesmo."


" Você acha que hoje em dia vale tudo por beleza?"

" Para algumas pessoas sim, mas para mim não, pois beleza para mim é impossível, porque eu sou muito feio. Nem que eu tivesse todo o dinheiro do mundo eu seria bonito."


" Até que ponto a beleza é importante na sociedade?"
" até o ponto de começar a fazer mal a uma pessoa. Até o ponto que a beleza se torne a coisa mais importante."


" Quais os motivos que levam as pessoas a buscarem a perfeição, a qual é proposta pela sociedade?"
A sociedade capitalista quer vender seus produtos, e diz que as pessoas tinham que ser de tal modo."


" Qual a vantagem de ser bonito e jovem para sempre?
" Para sempre não há vantagem, talvez por um tempo, mas com o passar dos tempos, amigos e familiares irão morrer, restando somente a saudade e lembranças."


" A busca do personagem pela beleza eterna é um sintoma de loucura? Por que?"
" Sim, porque temos um ciclo de vida, ninguém pode ser bonito a vida toda. A beleza é uma questão bem complexa, depende o que é ser bonito para cada pessoa."


" No filme ' O retrato de Dorian Gray' ele vende a própria alma por beleza eterna, qual a relação do filme com a indústria da beleza atual?
" As pessoas cada vez mais tentam modificar a si mesmas para alcançar um padrão de beleza  Dorian almejava pela beleza eterna o que reflete na sociedade atual."



Aí estão alguns dos questionamentos feitos pelos estudantes.



Abraços, Rose.

Jean Oliver - Um novo momento


Após a leitura e uma pequena conversa sobre um texto (Revista VIDA SIMPLES – outubro de 2012) que falava sobre alguns artistas que estavam com trabalhos em exposição na 30ª Bienal e São Paulo, foi decido que trabalharíamos sobre o Bispo do Rosário, o que foi muito curioso e diversificado. Assistimos dois pequenos vídeos sobre o artista e depois conversamos sobre sua temática e tipo de trabalho.

 

 

 

A turma levantou questões sobre sua saúde mental, sobre os material empregados nas obras, a questão de ouvir vozes, mas mensagens deixadas pelo artistas, entre outras colocações que foram construindo este momento.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Relato 14 - Luciana (Coronel Pilar)

A aula de hoje foi a continuação da semana passada. Os estudantes que ainda não haviam terminado seus álbuns, os completaram nesta aula. Alguns alunos já haviam terminado, então, para estes, propus o jogo "imagem e ação". Os dividi em dois grupos para jogar, e quando os outros iam terminando o trabalho, iam se juntando aos grupos. Tudo isso no primeiro período. Foi divertido.
No segundo período, fizemos um círculo para a leitura dos álbuns. Eles tiveram a oportunidade de conhecer os trabalhos de toda a turma e comentá-los. Foi neste momento que encaminhei dois alunos para o SOE. Desde o início das aulas João Marcelo tenta chamar a atenção sempre, fica interrompendo as minhas explicações para delatar os colegas por bobagens (por exemplo: ele pegou minha caneta, sentou do meu lado, ele VAI me incomodar, etc.). Este aluno tem problemas de relacionamentos com o colega Bernardo, e não parou de me chamar para falar cada movimento deste na sala. Até que ele interrompeu uma explicação minha para a turma (que ficou no vácuo). Parei tudo para ver o que havia ocorrido com o João, pois ele soltou um sonoro "Professora, vem ver o que o Bernardo me fez!". Pelo tom de urgência, achei que tinha acontecido algo grave, um xingamento ou agressão física. O que ocorreu, na verdade, foi que o Bernardo juntou do chão uma foto que o Cristian tinha recortado de uma revista (para colar no álbum) e a entregou para o João. Fiquei sem paciência neste momento, pois me cansou ser tão interrompida por este aluno. Pedi para o representante da turma acompanhar ele e o Bernardo para o SOE. Mandei o Bernardo junto para que ele explicasse o que havia acontecido, já que, imparcialidade, não faz parte da personalidade do João. Avisei a Maria Tereza da minha atitude, e no final da aula fomos no SOE para conversar com as professoras. Fui explicar que o Bernardo não havia se comportado mal, apenas fez parte da história, por isso pedi que ele acompanhasse o colega para lá. Me senti na responsabilidade de fazer isso, pois quando os alunos retornaram do SOE, Bernardo tremia muito de nervoso. Arf, ele é agitado mesmo, mas é o meu melhor aluno, não quis que ele se sentisse inseguro na minha aula. Conversei com ele e com o João depois que retornaram. João, como sempre, não aceita ser chamado na razão, e sente-se vítima de TUDO.

Aqui estão as fotos que prometi dos álbuns:














A imagem na capa deste álbum é o que resultou nos dois alunos no SOE:


E aqui é um retrato meu na aula, desenhado pelo Bernardo:


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mauricio - 23º aula - T:82 - Érico Veríssimo (23/11/2012)

Pensamentos destacados sobre "as melhores coisas do mundo", partimos no 3º período para slaa de video e questões de ativo ou passivo, que msomos no ambiente escolar?
Video osbre exposição dos Os Gemeos - grafiteiros, expondo o seu mundo e quais suas influências e como as pessoas que visitam a exposição te ma dizer sobre a mesma, de como elas interpretaram as obras e a exposição como um todo.
Logo após tratamos sobre as intervenções e como elas talevz poderiam influênciar um outro olhar sobre a escola e dos espaços ocupados pelos estudantes. Por fim apresentei o video Aquibateumcoração Santa Maria e comentamos sobre o projeto que circula na web e qual a motivação que nos levou a realizar a intervenção na cidade.
Enfim... mais duas ou 3 semanas e fim de ano.
Aprendizado a cada momento e que certamente levarei para a vida.
Como diria uma professora da disciplina POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO NA EDUCAÇÃO
BÁSICA... "antigamente se aprendia para a vida na escola" haha crei oque ainda se aprende, basta estar disposto a ser mais ativo e menos passivo. =)

deixo o link para visualização do video de inetrvenção, Aquibateumcoração Santa Maria.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Relato 6 - Luciana (Padre Caetano)

Na aula de hoje iniciei os projetos de desenho com a turma. Muitos não sabiam o que fazer, e estenderam a aula, que continuaremos na próxima semana. A maioria deixou o desenho em P&B, mas na aula seguinte irão aplicar a cor, que servirá de guia para a compra de tinta.






Relato - (21/11/12) Coronel Pilar

Como mencionei em aula, o blogger é uma ferramenta que ainda estou me adaptando. Semana passada na aula do dia 14, dei sequência  ao plano que havia iniciado antes de viajar, sendo como um fechamento a respeito das questões grafite/pichação, já havíamos conversado muito sobre essas linguagens e combinei que exploraríamos a técnica do estêncil. Havia planejado que na primeira aula confeccionaríamos os estêncil e na segunda seria aplicado em um trabalho de três grupos, não sendo possível que isso ocorresse, acabou sendo ocupada as duas aulas na confecção.
Hoje à tarde (21/11), continuamos a proposta, logo fomos para o saguão e espalhamos os papeis pardo, com auxílio da Maria Tereza, distribuindo os estêncil de cada um, procurei separar alguns alunos, deixando-os em grupos separados para ver se assim trabalhariam, como esperado foi isso exatamente que aconteceu, proporcionou-me por, posso dizer 15, 20 min, a satisfação de ver TODA turma trabalhando, envolvida na proposta, mas como tudo que é bom dura pouco, finalizando a atividade ocorreu transtornos quando solicitava que fulano ou ciclana recolha o material, limpe os pinceis, etc... ouvi frases do tipo: nem minha mãe me manda, quem você pensa que é. Complementando um pouco o que a Ana já colocou, mas com aspectos das minhas vivencias, me desculpem o problema é o estagiário? ou o fato de que passamos alguns anos vendo, estudando, tomando conhecimento de experiências maravilhosas que quando chegamos frente aluno, em sala de aula tudo isso parece ser uma utopia?


































quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Um pouco do processo...

Abaixo seguem imagens do processo de produção das maquetes:










Sobre perguntas


   O que se faz com um mês de aula? Muita coisa. Esse semestre atípico trouxe alguns questionamentos muito pertinentes para que eu pudesse refletir a docência. Primeiramente, a descentralização dos dilemas e conflitos que anteriormente estavam focados nos alunos e que agora me trazem para o olho do furacão. A pergunta já não é só “Como despertar o interesse dos alunos nas artes?” mas também “Qual(is) o(s) meu(s) papel(is) enquanto professor de artes?” Uma pergunta tão complexa que só agora me predisponho a pensar. Como consequência das minhas pesquisas sobre mediação, me vejo na sala de aula com outras responsabilidades. Estar entre o aluno e a imagem é estar entre sistemas complexos, seres humanos e as visualidades. E se eles querem ser beijados, o que eu estou fazendo ali no meio? Qual o meio termo entre ser inconveniente e forçar uma aproximação entre esses corpos?
   O que se faz com um mês de aula? Quase nada. Já passou um mês, duas aulas, um feriado e uma viagem e não sei o nome de nenhum dos meus alunos. Tem o que não para de rir, o que não para sentado, o que não para em lugar nenhum e o que simplesmente para, mas não sei absolutamente nada sobre essa gente. Amanhã terei minha penúltima aula, momento de finalizar o que recentemente foi iniciado. Longe de ser um drama, talvez o meu dilema: como encarar o ensino e aprendizagem de artes na versão fast-food? 

Sobre percursos


    
Percurso que realizo entre a Escola Estadual Margarida Lopes e minha casa.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Luciana (Padre Caetano)

Como eu havia prometido, vou comentar os resultados do trabalho avaliativo que os estudantes realizam na última aula. Foi em grupo, mas dois rapazes preferiram fazer sozinhos, não os impedi. Infelizmente, quatro pessoas não fizeram o trabalho, vou conversar com a professora regente sobre a situação deles, pois como comentei na apresentação do DPP, as notas me preocupam e eu fico insegura nesse momento.

A principal questão do trabalho era fazer uma reflexão sobre uma imagem de grafite. Cada grupo recebeu uma imagem impressa diferente, mas todas do artista Cranio, que já estávamos trabalhando em algumas aulas. Foi muito bom o resultado, pois eles perceberam a atitude crítica do artista e a comentaram. Conseguiram relacionar os desenhos (grafites) com o cotidiano. Abaixo estão as imagens trabalhadas em aula:

"As atitudes que se vê na TV influenciam muito o que as pessoas fazem em suas vidas aqui fora. O que se vê na TV torna-se real, pois todos querem imitar, o que eles vêem, querem ter ou ser." (Thalia e Andreza)


"A cultura brasileira está sendo vendida" (Steffani, Karine e Diênifer)

"O descaso está vendendo a Amazônia, pois estão desmatando e os índios estão vindo para a cidade por causa que estão destruindo as terras" (Aline, Emille e Larisa).

"As pessoas, ultimamente, não tem saído de frente da TV, principalmente nós os jovens, e com isso estão perdendo tempo para aproveitar a vida e viver novas experiências" (Bruno, Marcelo e Igor)


"No nosso cotidiano ocorrem a poluição de grandes máquinas, automóveis que estão sempre poluindo o meio ambiente, porém existe a simples bicicleta, que por sinal não possui muito valor, mas tem um valor em nosso planeta. Por fim ela tem um símbolo de deixar o meio ambiente limpo, com base também como um meio de transporte acima de tudo os jovens. Enfim, ela sempre será um meio de transporte mais limpo que tem no mundo, e também é diversão sem poluir nada. Aproveitar a vida" (Eduardo, Luiz Felipe e Ezequiel)